O Rebanho

 Descrição da Região e do Rebanho

 

TOURINHOS

A Fazenda Serra Colonial é localizada no Município de Janaúba, Norte de Minas Gerais. A região apresenta uma precipitação média anual de 760 mm, com temperatura média de 24ºC (média mínima de 17ºC e média máxima de 31ºC), umidade relativa variando de 30 a 50%, na seca e de 70 a 85% nas chuvas. A classificação climática é de AW ou tropical de Savana, predominando solos heterogêneos, latossolos e cambissolos. As pastagens predominantes são variedades dos gêneros Cenchrus, Brachiárias, Panicuns e Andropogon. O rebanho Registrado atual é composto de 2.000 matrizes Nelore registradas para produção de material genético precoce e produtivo.

O rebanho colonial foi formado a partir de 1970 com a aquisição de fêmeas junto aos criatórios de Torres Homem, Rubico Carvalho de origem da importação de 1962  e animais oriundos dos criatórios de Eduardo Duvivier e Otávio Machado linhagem OM.

A partir de 1972 iniciou também a procura de matrizes com boa produção leiteira para formar um nelore com alta produção de leite e passou a controlar as ordenhas. em 1973 iniciou-se o controle ponderal do rebanho para avaliar a  produtividade e ganho de peso do rebanho.  Em 1976 foi adotada a estação de monta em todo rebanho colonial, implantada pelo prof. Vicente Otávio da Fonseca (UFMG), com o acompanhamento do Dr. Célio de Freitas, descartando todas as novilhas vazias, após 60 dias de estação, e, as vacas vazias após 90 dias.

O rebanho teve as primeiras avaliações de melhoramento genético em 1983, quando foi firmado um convênio com o CNPGC (Embrapa), sob coordenação do prof. João Camilo Milagres e apoio do geneticista Luiz Otávio Campos Silva. Em 1986 a coordenação do programa de melhoramento do rebanho COL passou para o Prof José Aurélio Bergmann (UFMG). Inicialmente todo o processamento dos dados era feito em Belo Horizonte, mas a partir 1989 passou a ser feito na própria fazenda. Em 1992 teve início a tomada de medições periódicas do Perímetro Escrotal (PE). Em 1993 foi realizada a primeira avaliação genética pelo método BLUP, possibilitando a predição de DEPs para diversos pesos e a estimativa da tendência genética do rebanho no período 1981 a 1992. Ainda em 1993 a fazenda ingressou também em um novo programa de melhoramento genético PMGRN USP RIBEIRÃO PRETO SP, coordenado pelo prof. Raysildo Lobo hoje ANCP ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CRIADORES E PESQUISADORES. Desde 1993 participa da Reprodução Programada do PMGRN ou denominado teste de progênie de touros jovens buscando identificar animais geneticamente superiores, a colonial a única fazenda participante da ANCP que participou de todos os testes de progênies.

 

COMPOSIÇÃO DO REBANHO:

14.584 Cabeças no total atual no período da seca e subindo para 16.000 no período das chuvas.

  • REBANHO DE CRIA DO GADO REGISTRADO: sendo 2.000 matrizes PO, mais 3.500 matrizes Nelogir e 2.000 matrizes nelore sem registro, produtos oriundos da produção destas matrizes, animas de cria, recria e engorda.
  • REBANHO DE CRIA ZEBULANDAS: 500 Novilhas Zebulandas para inseminar e comercializar em leilões.
  • Totalizando 8.000 matrizes no grupo colonial.

 

SISTEMA DE PRODUÇÃO:

MANEJO NUTRICIONAL:

Todo o rebanho é manejado à pasto, recebendo apenas suplementação mineral no período chuvoso e durante o período seco suplementação mineral com complemento de ureia ,além da mineralização alguma suplementação proteico-energética para categorias mais exigentes, como bezerros desmamados, novilhas gestantes precoces e matrizes primíparas precoces. Apenas os reprodutores de vendas em leilões são confinados por um período de 3 a 4 meses  antes das vendas. Bois gordos e vacas para abate em geral não recebem nenhuma suplementação que não a mineral.

Os bezerros do gado registrado PO, à apartação, que ocorre durante o período seco, ficam em pastos reservados e de melhor qualidade , até o final da seca, ou seja, por um período de 5 meses.

 

MANEJO SANITÁRIO:

O rebanho de cria é vacinado contra: Febre Aftosa, Raiva, Clostridioses, Brucelose, Leptospirose, Ibr E Bvd . Já o rebanho de recria e engorda recebe apenas as vacinas contra Aftosa, Raiva e Clostridioses.  Em todo o rebanho jovem, isto é, animais com menos de até 18 meses se faz vermifugação quatro vezes ao ano. Animais adultos são vermifugados a base de abamectina 1 a 2 vezes ao ano a titulo de combate a moscas do chifre.

 

MANEJO REPRODUTIVO:

O rebanho de cria é submetido a um regime de estação de acasalamento, que vai de 01/01 a 01/04 para vacas e de 15/01 a 01/04 para novilhas ficando sempre as vacas por 90 dias de monta e novilhas por 75 dias, mas os últimos 15 dias da prenhez desta monta as novilhas são vendidas, pois estamos submetendo sempre as fêmeas jovens por uma pressão de seleção maior que as vacas. Após a monta as matrizes que não ficam prenhes são eliminadas do rebanho. Cerca de 75% das matrizes são inseminadas com uma taxa reposição das fêmeas 25% ao ano e 25% das matrizes cobertas por touros com alta avaliação genética.

MANEJO DAS PASTAGENS:

A manutenção das pastagens, que são predominantemente de capim Buffel e brachiaria decumbens consta das seguintes práticas:

  • Roçada manual ou mecanizada feita anualmente se houver necessidade. Nas roçadas manuais faz-se também o combate de ervas mais agressivas e arbustivas com aplicação suplementar de herbicida especifica nos tocos. As roçadas mecanizadas são feitas sempre antes do início do período chuvoso para uniformizar os cortes das gramíneas visando brotação basal e eliminação de ervas daninhas. Já as manuais durante o período chuvoso para limpeza e evitando concorrência com a pastagem.
  • Combate a lagartas em anos de ataques muito intenso;
  • Embora pastagens de capim Buffel sejam atacadas pela “Cigarrinha das pastagens”, não se combate esta praga, a não ser em plantios também só combatemos formigas em plantios e na reforma de pastagens;
  • E feito aplicação de herbicidas nas Brachiarias anualmente e eventualmente em pastos de Buffel é feita aplicação de herbicida se necessário no inicio do período das chuvas. 
  • Trabalha-se nos pastos de Buffel com lotações em torno de 0,9 UA/ha e variando de 1,3 UA nas águas a 0,7 UA/ha no período seco.  Já em pastagens de Urocloa e Andropogon a lotação média é de 2,0 UA/ha no período das chuvas e voltando para 0,3 UA/ha na seca dependendo da situação da pastagem. Para às Brachiarias estão em torno de 0,8 UA ha ano, sendo usadas intensivamente no período de março a outubro, praticamente só no período seco com lotações então de 1,5 UA/ha.

O tamanho médio das pastagens gira em torno de 30 ha, mas é muito variável, indo até 80 há.

O pastejo das mangas de Buffel e Urocloa é do tipo "Carga Variável". Dependem naturalmente das condições de chuvas, ataques de pragas etc.

Já nas pastagens de Brachiaria utiliza-se de cargas fixas durante o período seco.